Alfredo de Freitas Dias Gomes
Um dos autores mais importantes da geração que revolucionou a dramaturgia brasileira ao abordar questões contemporâneas e políticas, Dias Gomes nasceu em 1922, em Salvador, Bahia. Passou a residir no Rio de Janeiro em 1935, onde, aos 15 anos, escreveu sua primeira peça, A comédia dos moralistas, vencedora do prêmio do Serviço Nacional de Teatro. Seu primeiro trabalho encenado foi Pé-de-cabra, em 1941. Nessa época, escreveu também para o rádio e conheceu o diretor Oduvaldo Vianna e seu filho, Vianinha, que a partir de então se tornou seu parceiro e interlocutor artístico. Por influência de Vianinha, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro e intensificou em suas obras a reflexão sobre os rumos do País.

O pagador de promessas foi encenado em 1960, com enorme sucesso de público e crítica. Dois anos depois, a adaptação para o cinema, a cargo de Anselmo Duarte, ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, entre outros prêmios.

Após O pagador de promessas, Dias Gomes continuou escrevendo para o teatro, e peças como O Bem-Amado, O Santo Inquérito e Dr. Getúlio, sua vida e sua glória fizeram muito sucesso. Mas seu trabalho era perseguido pela censura instaurada pelo regime militar e, em 1969, aceitou a proposta de trabalhar para a televisão. Escreveria mais de vinte telenovelas, entre elas O espigão, Roque Santeiro (censurada em 1975, foi exibida apenas dez anos depois) e Saramandaia, sem nunca abandonar a análise da situação brasileira.

Em toda a sua obra, Dias Gomes sempre combinou a crítica social com o cuidado artístico. Segundo o crítico Anatol Rosenfel, “aberta ao sublime, sensível à grandeza trágica, a obra [de Dias Gomes] recorre ao mesmo tempo aos variados enfoques do humor, do sarcasmo e da ironia para lidar com os aspectos frágeis ou menos nobres da espécie humana”.

Dias Gomes teve três filhos com a também dramaturga Janete Clair, com quem foi casado até a morte dela, em 1983. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1991, ocupando a cadeira 21. O autor morreu em 1999, em um acidente de carro em São Paulo.


Graphic Novel

Eloar Guazzelli Filho, especialista em quadrinhos e desenho de animação, nasceu em 1962 em Vacaria, Rio Grande do Sul. É licenciado em educação artística e bacharel em desenho pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Guazzelli é um profissional ligado à arte-educação e ministra oficinas de desenho e artes gráficas. Desde 1986, atua como diretor de arte para cinema de animação, junto aos estúdios Otto Desenhos Animados e LMD, em Porto Alegre. Como ilustrador de livros infantis, obteve Certificado de Altamente Recomendável do Ministério da Educação e IBBY, pelos livros Astrolábio e Boneco Maluco. Participou de exposições e mostras na Argentina, Alemanha, Bélgica, Cuba, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Japão, Portugal, Porto Rico, Turquia e Uruguai.

Fábio Moon e Gabriel Bá nasceram em 1976 e, mesmo com sobrenomes distintos — coisa de artista —, são realmente irmãos. Gêmeos. São formados em artes plásticas por faculdades distintas e, apesar de seus estilos diferentes, trabalham juntos e são co-autores de quase todos os seus quadrinhos.

Se, desde a tenra infância, Fábio e Gabriel sempre desenharam, foi somente em 1997, quando criaram o fanzine 10 Pãezinhos, que os gêmeos encontraram o caminho de suas histórias e os personagens com quem cruzavam por esse caminho. Apaixonaram-se pela profissão, um amor que nunca pretendem largar.

No Brasil, já publicaram quatro álbuns 10 Pãezinhos: O girassol e a lua (2000), Meu coração, não sei por que (2001), Crítica (2004) e Mesa para dois (2006); desenharam o épico medieval Rolando (2005), escrito por Shane Amaya, e participaram de diversas antologias em companhia da nata da produção nacional de quadrinhos. Já tiveram seus álbuns publicados nos Estados Unidos, na Espanha e na Itália. Contribuem para diversos jornais e revistas nacionais, e alguns internacionais. Querem desbravar o mundo, mas o mais importante é conseguir contar suas histórias no Brasil.

Já ganharam os prêmios HQ Mix e Ângelo Agostini diversas vezes, e o Xeric Foundation Grant.

Hoje, os dois passam os dias desenhando, pensando em novas histórias e escrevendo. Eles relatam todo o processo de criação e produção de quadrinhos no site:

www.10paezinhos.com.br


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