O pagador de promessas é a tragédia de um homem que não compreende os códigos e os poderes do mundo em que vive. É motivado por uma ética incompreensível e insondável para um mundo em que os atos valem pelas vantagens que trazem. Contundente crítica à opressão do homem – que se dá não apenas pela exploração financeira, mas também pela supressão da individualidade –, O pagador de promessas demonstra mais uma vez, nos traços de Guazelli, sua maior qualidade, como escreveu Ferreira Gullar no prefácio a esta edição: “Levar a um público amplo, em linguagem teatral despojada e comunicativa, um tema de grande complexidade ideológica e social”.

